E tem jeito de não gostar?
É isso…
Cinema. Vídeo. TV. Propaganda. Marketing. Política. Música. Cultura Pop.
Uma notícia na Folha Online de hoje me deixou estarrecido. O coordenador da campanha de Dilma Roussef à presidência, Marcelo Branco, conseguiu “linkar” os 45 anos da Rede Globo com o número 45 do candidato rival José Serra. Segundo ele, há na vinheta uma mensagem subliminar pró-Serra. Veja: (isso não é uma mensagem subliminar pró Revista Veja)
Imaginem o que passou na cabeça desse indivíduo:
“Essa Globo nasceu justamente no dia 29 de abril de 1965 SOMENTE para, em 2010, jogar na cabeça dos telespectadores (aqueles burros) esta mensagem ianque-imperialista. Grrr…”
Lógico Marcelo… Em 1982 a Globo não deve ter comemorado aniversário de 13 anos só pra prejudicar vocês.
É isso…
Veja bem este cartaz:
Fala sério… Isso é uma afronta às pessoas perdidas no deserto. O pé dela não tá nem dois dedos afundado na areia fina. Areia, diga-se de passagem, salpicada de cristais Swarovski. Ela não pinga nem uma gota de suor diante de um calor de 53o C. Pra piorar, nesse cenário, a morte por desidratação, insolação e cegueira (ela não tem sequer um óculos de sol) não existem.
“Mas cara!!! A intenção do cartaz é mostrar uma Carrie independente, destemida, moderna, fashion…”
Ok… Mas que ela fique em Nova Iorque. Saara Ocidental não é o lugar dela.
É isso…
Perguntas:
- Como não se entregar a beleza estonteante de Deborah Ann Harry?
- Como não ser apaixonado por esta música que é um artefato dos primórdios do indie rock que conhecemos hoje?
- Como não amar NYC???
- Como não se encher de ódio assassino por um guitarrista que usa uma Rickenbacker como baqueta (veja aos 3min e 23 seg do clipe)???
É isso…
É uma bela capa. Só fiquei sem entender porquê escolheram a foto que mostra o que ela tem de mais feio: o nariz e a boca.
Bom, saindo da discussão estética da capa, é relevante pensar no fato de uma celebridade do Twitter extrapolar os limites (se é que a rede tem) da internet. Tudo bem que esse tipo de sucesso ainda depende bastante da TV, no caso o BBB. Mas ainda assim já estamos tropeçando na nova onda das “INSTANT CELEBS” que iniciam suas “INSTANT CAREERS” nos sites de relacionamento e blogs.
Para quem não conhece, esse cara aí em cima é um belo (você entendeu em que sentido, né?) exemplo desse fenômeno. Perez Hilton tem um blog que fala de maneira debochada das celebridades americanas. Com seus comentários ácidos e montagens ridículas de fotos tiradas por paparazzi´s ele angariou muitos fãs e, principalmente, despertou o instinto assassino de alguns famosos com menos senso de humor. Sua fama chegou a tal ponto que ele se tornou a personalidade mais influente da internet por três anos seguidos segundo a revista Forbes.
Aceitemos a verdade: Ele não se importa com o ódio que gera. Perez quer mesmo é fama, poder e mentiras.
É isso…
Os anos passam e Portishead continua sendo a trilha sonora ideal para pessoas extremamente blasés. Vou continuar ouvindo e achando bom. Mas NUNCA vou tirar uma música deles do meu notebook para tocar numa festa.
É isso…
Adoro esse clipe! É uma projeção de como seria a parceria do R.E.M. com a Joelma do Calypso no início dos anos 90. Além disso, temos o baterista Bill Berry e sua incrível monocelha pós-grunge.
É isso…
Ninguém é grande sem provar que realmente é. Tapear o público por um curto espaço de tempo, escondendo a mediocridade é fácil. Ninguém com um mínimo de bom gosto (e senso) é idiota; a verdade chega à superfície. No rock essa lei é implacável e tem requintes de crueldade. A cada disco lançado o artista tem que passar por esta prova. E não estou falando de vendagem. Muita gente ruim de serviço vende disco que nem banana. Se vender fosse prova de qualidade, a Ke$ha seria a melhor artista do momento. O que vale mesmo em uma obra é o que ela representa com o passar dos anos.
Resumindo. Ganhar dinheiro com música é emprego. O outro lado são os artistas que criam um legado e viram ícones de uma época. Estes podem ganhar muito dinheiro ou não. É o caso do Velvet Underground que influenciou o rock tanto quanto seus contemporâneos zilhardários, Os Beatles, e ainda assim não quis sair do sulfuroso subsolo. Passados quase 50 anos, Lou Reed (líder do V.U.) continua em plena atividade produzindo ótimos trabalhos. Para poucos, é verdade.
Voltando ao ponto. O rock é uma grande provação para quem o faz. Se você para de provar sem morrer (ou seja, sem virar um mito), provavelmente vai cair no esquecimento.
E não existe nada melhor do que ver uma banda de rock de outra geração (infelizmente não foi a minha) ainda ter músculos para arrepiar seus fãs e PROVAR que é uma das maiores de todos os tempos.
Velhos, pelancudos, cheios de rugas… Parecem ter 18 anos.
É isso…
Ontem foi um dia e tanto. Toda viagem é assim: a partida e a saída são momentos confusos. Ainda estou tentando me adaptar ao espaço da Campus Party. Espaço que aliás é bem grande. São 3 áreas. A primeira é onde ficam os estandes das empresas patrocinadoras, o segundo é um imenso galpão onde os campuseiros conectam seus computadores à banda larga descomunal oferecida pelo evento e finalmente a área onde está a minha barraca e a dos outros nerds que literalmente acampam no evento.
O negócio é que eu ainda não entendi completamente qual é a dinâmica fundamental do evento. É bem diferente de uma feira comum. Os participantes ficam conectados 24 horas por dia e, além disso, dormem, comem e fazem coisas nerds no mesmo lugar. O que eu vi até agora foi um TOTAL frenesi tecnológico.
Junto a tudo isso, existem várias áreas onde acontecem palestras discutindo sobre assuntos relacionados à vida e tecnologia. A quarta-feira começou boa. Já no primeiro evento, a web-artista Giselle Beiguelman, fala sobre technografia e softwares com código aberto. Daqui a pouco quem fala é o estrategista da campanha à presidência de Barack Obama, Scott Goodstein, sobre "Redes Sociais e Mobile Marketing".
É isso…
… só que nesse caso eles estavam um pouco estragados. Mas isso não é problema para o talento infinito do Justice que transformou a música do Lenny Kravitz em uma refrescante limonada suíça servida num dia de calor desértico.
O CINEADMUSIC volta da aposentadoria de férias em grande estilo.
É isso…